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Data para relembrar Leonel Brizola, o caudilho dos pampas

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(por João Lemes) Em 21 de junho de 2004 morria Leonel de Moura Brizola, engenheiro civil e político gaúcho que nunca manchou nossa história. Foi considerado herdeiro político de Getúlio Vargas e João Goulart (PTB).
Brizola nasceu em Carazinho, RS, e foi governador do RJ e RS, o único eleito para governar dois estados.

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Vargas, João Goulart e Brizola

O casamento
Em 1950, casou-se com Neuza Goulart, irmã do deputado estadual João Goulart. O padrinho do casamento foi Getúlio Vargas, que naquele mesmo ano foi eleito presidente da República. No mesmo pleito, Brizola foi reeleito deputado estadual.

Legalidade
Teve participação forte na Campanha da Legalidade, mobilização civil e militar em 1961 para garantir a posse de João Goulart como presidente, derrubando o veto dos ministros das Forças Armadas à sucessão legal do presidente Jânio Quadros, que tinha renunciado.

Bandeiras
Defendeu a reforma agrária e a distribuição de renda no Brasil. Com a deposição do presidente João Goulart pelos militares, em 1964, Leonel Brizola foi obrigado a se exilar no Uruguai.

“A educação é o único caminho para emancipar o homem. Desenvolvimento sem educação é criação de riquezas apenas para alguns privilegiados.” (Leonel Brizola)

Brizola volta ao Itacurubi

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Brizola fala na praça central. Ao fundo, o santiaguense Paulo Rosado.

O ex-governador Leonel Brizola reuniu centenas em Itacurubi em 1996. O líder trabalhista queria rever o lugar onde casou-se com Neusa Brizola. Brizola casou-se na fazenda Iguariaçá, de Ilda Goulart. A sala que serviu ao cerimonial, bem como seus móveis, estão preservados até hoje.

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O jornalista João Lemes entregou um Expresso ao ex-governador. (Foto: Nilson Vielmo)

Confetes a Lula
Em seu discurso na praça, o famoso caudilho criticou o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e disse estar disposto a fazer uma aliança com o sindicalista e líder do PT, o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, tentando chegar ao Palácio do Planalto.

Ferramentas no galpão
“Eu e o Lula já tivemos nossas divergências, mas agora o momento é de união, até porque, nossas ideologias são muito semelhantes. E quanto a esse presidente que aí está cometendo desmandos, ele não perde por esperar. Hoje, ainda estamos com as ferramentas no galpão. Está chovendo. Mas no primeiro raio de sol sairemos para enfrentar mais uma campanha rumo a Brasília”, observou Brizola.

João Lemes

Oi! Aqui é o João Lemes, editor do Expresso Ilustrado e do site Nova Pauta. Sou graduado em Língua Portuguesa e membro da Academia Santiaguense de Letras. Gosto de abordar todos os temas. Se você gostou, obrigado, se não gostou, obrigado por ter lido. Aceito sugestões. Um abraço.

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