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Ciro Nogueira vai, o PP pode não ir. Isso não seria bom para o Heinze

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Bolsonaro e o novo ministro Ciro Nogueira

(por João Lemes) O convite para que o senador Ciro Nogueira ocupe a Casa Civil está sendo celebrado por deputados federais e senadores do Progressistas (PP), mas a possibilidade de que o presidente Bolsonaro se filie ao partido não está sendo bem aceita.

Isso pode ser ruim para o senador Heinze e sua intenção de concorrer ao governo gaúcho num abraço fraterno a Bolsonaro e a todas as suas causas – até a cloro e outras “quinas”.

Só para lembrar; em 2014, Heinze ainda era deputado e se reelegeu gastando uma fortuna, parte dela meio escusa, pois veio pelas mãos do Nogueira (dador de nó – daí o nome NOGUEIRA).

Então, ao ser questionado por mim, Heinze xingou o líder progressista no meu programa, o qual havia lhe passado dinheiro sem saber a procedência. Naquele dia Heinze tirou dos cachorros para colocar em Ciro.

 “Estou limpo e tranquilo. Não tenho nenhum envolvimento. Esses 100 mil vieram por meio daquele safado do Ciro Nogueira. Se eu soubesse, nem tinha pego”, disse Heinze (na época) o qual recebeu a doação de 100 mil em 2014, via PP, repassados ao PP por uma das empreiteiras investigadas no Lava-Jato.

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Bolsonaro e o senador Heinze

Bolsonaro sem partido – “Tentei e estou tentando um partido que eu possa chamar de meu e possa, realmente, se for disputar a Presidência, ter o domínio do partido. Está difícil, quase impossível”, disse, ontem, Bolsonaro à rádio Grande FM, de Mato Grosso do Sul.

Por ora, a resposta do PP ao presidente é: “Aproxime-se para lá, me inclua fora dessa”. Foi a mesma resposta que lhe deram o Patriotas e outras siglas. Há mais desvantagens do que vantagens em abrigar Bolsonaro e toda a sua trupe, onde se incluem os filhos, escreveu o jornalista Ricardo Noblat.

“Vão querer mandar no partido onde entrarem, e todos os partidos já têm donos. A empreitada de Bolsonaro para criar um partido só dele fracassou. Ele ficou sem nenhum e não sabe qual será o seu destino a 14 meses das eleições do ano que vem”, disse Noblat.

“Além de donos, os partidos ambicionados por Bolsonaro preferem não ter candidato próprio a presidente para se dedicarem à eleição de deputados e senadores, e isso passa por alianças diversas nos Estados, à direita e à esquerda”, acrescentou o jornalista.

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