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Canoas: morre a mulher que foi resgatada de cárcere privado – ela viveu no horror

A vítima era mantida em condições de maus-tratos pela irmã e foi resgatada na segunda (26), mas faleceu na sexta, 30

Ela foi resgatada em casa, após ser mantida por sete meses em cárcere e condições de maus-tratos. A irmã, de 39 anos, foi presa.
A vítima (33 anos) era cadeirante e foi resgatada após denúncia anônima. Ela chegou ao hospital com desnutrição, machucados pelo corpo. Devido a duas paradas cardíacas, precisou ser entubada. A vítima foi diagnosticada com lúpus (doença autoimune) sem tratamento, infecção bacteriana e septicemia (infecção generalizada).

Sem água, sem luz e no meio da sujeira

As duas irmãs moravam no mesmo terreno. A mulher presa residia em uma casa da frente, e a vítima dos maus-tratos ficava sozinha numa peça anexa, sem água, energia elétrica e em meio a muita sujeira. A polícia suspeita de que a irmã estivesse usando o dinheiro da pensão de R$ 1 mil e 100 reais que a vítima recebia. (Jornal Zero Hora)

“Foi a cena mais impressionante que já vi. Isso foi um crime contra toda a sociedade. A vítima estava em absoluto sofrimento. Ela parecia estar mumificada, aquela imagem da múmia que a gente tem. Só o rosto lembrava um ser humano. O corpo destruído, e a pessoa viva”, afirma o delegado Mário Souza.

Em 2020, mais de 10 denúncias de violência contra pessoas com deficiência foram feitas pelo Disque 100 e pelo 180. O RS é o 5º estado com maior número de registros: 631. (F: Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos).

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